SINISTROS RESÍDUOS DE UM SAMBA
não chore meu amor não chore
que amanhã não será outro dia
( Cacaso )
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
"de qué modo sutil
me derramó en la camisa todas las flores de abril" ( Nicolás Guillén ) Avenida Doutor Arnaldo demolidora formosa li naquele caminhão devolvemos a sua amada em suaves prestações do que foi feita a barraca de flores a ideia num papel rabiscado vinte ripas de madeira lona azul, poucos metros sete dúzias de amores-perfeitos dezessete vasinhos de cactos quarenta rosas colombianas no radinho estão voltando as flores nessa manhã tão linda a dona conta o dinheiro miúdo cheiro de chuva e sol deve ser casamento de espanhol cinco horas outro congestionamento os carros quase todos prateados, olha um branco e se fôssemos peixes num aquário interditado? |
a sua ausência
é a lâmpada queimada
de uma pousada
em paraty
teatro de sombras
na parede da sorveteria
cafona
hoje não tem
o de pistache e o cheiro
de damas da noite
o gosto salgado da maresia
o carrinho de doces azul
e pulseira de sete voltas
os barcos de vidro riscado
e as roupas brancas
na estrada da lua minguante
é a lâmpada queimada
de uma pousada
em paraty
teatro de sombras
na parede da sorveteria
cafona
hoje não tem
o de pistache e o cheiro
de damas da noite
o gosto salgado da maresia
o carrinho de doces azul
e pulseira de sete voltas
os barcos de vidro riscado
e as roupas brancas
na estrada da lua minguante
terça-feira, 6 de março de 2018
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
A antologia de rotina & tédio reúne furadores contumazes de filas de padarias , supermercados e farmácias . Quanto menos passos por dia, melhor, o negócio é tomar sol na varandinha, comprar maria-mole na quitanda do Carrapito, fazer a fotossíntese ao lado do maço de alface. Sem passeatas, comícios, ou marchas com palavras de ordem, apenas a leseira da tarde tediosa. Viva a vida alienada sem chorumelas e cantilenas estridentes. Esticar as velhas roupas coloridas no varal, comprar uma dúzia de dadinhos com uma penca de moedas de dez centavos, Só poemas curtos, sem pé nem cabeça, a sola do seu franciscano, seu cofrinho de porquinho , odes ao chicabon
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